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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

consulta pública para dois agrotóxicos

POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
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Anvisa coloca em consulta pública reavaliação toxicológica de mais dois agrotóxicos
Número 571 - 30 de janeiro de 2012
Car@s Amig@s,
Em fevereiro de 2008 a Anvisa publicou a Resolução RDC 10/2008, que estabeleceu 14 ingredientes ativos a serem reavaliados com relação aos seus efeitos tóxicos. Como critério de escolha foram priorizados os agrotóxicos que a literatura científica e os testes feitos em animais de laboratório demonstraram provocar intoxicações agudas em trabalhadores, bem como estão associados a doenças como câncer, problemas pulmonares, distúrbios hormonais, que tenham potencial neurotóxico ou evidências de toxicidade reprodutiva.
Até o momento já foram concluídos os processos de reavaliação referentes a apenas 5 produtos: a cihexatina (que foi banida), o triclorfom (banido), o metamidofós (que será totalmente banido em junho de 2012), o endossulfam (que será totalmente banido em julho de 2013) e o fosmete (que teve o uso restringido).
Na última segunda-feira (23/01/12) a Anvisa colocou em consulta pública as reavaliações toxicológicas de mais dois agrotóxicos: o forato e a parationa metílica.
Segundo apurou a reavaliação toxicológica da Anvisa, o forato é extremamente tóxico, provocando letalidade em doses baixas, por diferentes vias de exposição. O produto possui vários efeitos adversos para a saúde humana como associação com diabetes mellitus na gravidez, nefrotoxicidade, toxicidade reprodutiva, toxicidade para o sistema respiratório (incluindo enfisema, broncopneumonia, alterações inflamatórias e dificuldade respiratória) e neurotoxicidade.
A parationa metílica, por sua vez, apresenta características neurotóxicas, imunotóxicas, mutagênicas e provoca toxicidade para o sistema endócrino, reprodutor e para o desenvolvimento biológico. Desordens psiquiátricas como depressão, que pode levar ao suicídio, déficit cognitivo e parkinsonismo estão correlacionados com a exposição a organofosforados. A parationa metílica, por ser um organofosforado, tem potencial para induzir esses efeitos.
Os dois ingredientes ativos se enquadram dentre os agrotóxicos com características proibitivas de registro, segundo a Lei dos Agrotóxicos (7.802/89).
O forato tem sido alvo de severas restrições em diversos países devido aos riscos para a saúde humana. A parationa metílica está proibida em vários países.
Diante dos resultados dessas reavaliações toxicológicas, a Anvisa recomenda o banimento dos dois produtos. Mas a decisão final será tomada por uma Comissão de Reavaliação, composta por representantes da Anvisa, do Ibama e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura.
É muito importante que organizações e pessoas participem das Consultas Públicas, apoiando a recomendação da Anvisa de banimento dos produtos com base nos estudos apresentados. Qualquer um pode participar!
A Consulta Publica sobre o forato está disponível no seguinte endereço eletrônico: http://bit.ly/CPforato
E a Consulta Pública sobre a parationa metílica está em http://bit.ly/parationa
Nesses endereços estão disponíveis as Notas Técnicas de reavaliação toxicológica de cada ingrediente ativo. Ao final de cada Nota Técnica é apresentada uma síntese dos principais problemas identificados e, com base neles, "Recomendações".
Toda contribuição é válida! Você pode relatar, por exemplo, o uso descontrolado do produto em sua região, relatar casos de intoxicação, informar dados de pesquisas que não tenham sido mencionados, ou simplesmente dizer que se preocupa com os dados toxicológicos apresentados pela Anvisa e por isso apoia a proposta de banimento.
As sugestões deverão ser encaminhadas, até 23 de março de 2012, por escrito, para o E-mail toxicologia@anvisa.gov.br, para o Fax (61) 3462-5726 ou ainda pelo correio, para o seguinte endereço:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200
CEP: 71205 - 050
Brasília - DF
- Mais informações sobre os agrotóxicos e sobre a Reavaliação Toxicológica em "Agrotóxicos no Brasilum guia para ação em defesa da vida".

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1. Glifosato contamina fontes de águas subterrâneas
Contrariando as afirmações feitas pela indústria química e governos de diversos países no sentido de que o herbicida glifosato não se infiltra até as águas subterrâneas, novas evidências demonstram que o produto é plenamente capaz de contaminá-las.
Um novo estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Diagnóstico Ambiental e Estudos da Água (IDAEA), em Barcelona, na Espanha, e publicado pela revista Analytical Chemistry and Bioanalytical confirma que, "embora a mobilidade do glifosato nos solos seja baixa, o produto é capaz de alcançar as águas subterrâneas". Foram analisadas cerca de 140 amostras de água subterrânea coletadas na Catalunha. O glifosato foi encontrado acima dos limites detectáveis em 41% das amostras, com concentrações que chegaram até 2.5 μg/L (a concentração média encontrada foi de 200 ng/L).
Essa não foi a primeira vez que se demonstrou a presença de glifosato na água doce. Um outro estudo divulgado em agosto de 2011 pelo U.S. Geological Survey, órgão vinculado ao Ministério do Interior dos EUA (U.S. Department of the Interior), encontrou resíduos de glifosato no ar e em água da chuva e de riachos em zonas agrícolas da bacia hidrográfica do rio Mississippi, nos EUA. O metabólito AMPA, um produto da degradação do glifosato, altamente tóxico e que tem persistência ambiental maior que a do próprio glifosato, também foi frequentemente detectado em riachos e na chuva. A ocorrência do veneno em riachos e no ar indica que ele é transportado a partir do ponto de uso e se espalha no meio ambiente. Tanto no ar como na chuva, a frequência de detecção de glifosato variou de 60 a 100%.
No Brasil, estudo realizado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e publicado em 2010 informa que um monitoramento realizado entre 2004 e 2005 encontrou resíduos de glifosato (além de outros agrotóxicos) nas águas do rio Corumbataí e tributários (o rio Corumbataí nasce no município de Analândia, atravessa Corumbataí, Rio Claro e Cordeirópolis e desagua no rio Piracicaba).
Segundo o relatório da Cetesb, Monteiro, Armas e Queiroz (2008) analisaram vários herbicidas em amostras de água do rio Corumbataí e principais afluentes e verificaram que a frequência de detecção e a concentração dos herbicidas foram maiores no início das chuvas intensas.
Com informações de:
2. Produtividade da soja convencional ultrapassa a do grão transgênico
A cada mil hectares plantados, uma lucratividade extra de até R$ 200 mil reais. Esses são os resultados da comercialização das cultivares de soja convencional apresentadas pela Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa e Pecuária e pela Embrapa durante a 16ª edição da Showtec, que acontece na sede da Fundação MS, em Maracaju (MS), até o dia 27.
De acordo com o presidente da Fundação Meridional, Almir Montecelli, das variedades de soja que foram plantadas na sede da Fundação MS, a soja BRS 284 rendeu 74 sacas por hectare. A média de produtividade é de 50 a 60 sacas. "As sojas convencionais apresentadas aqui são mais resistentes a doenças como a neumatóide, por exemplo", explica Montecelli. "O preço das cultivares da soja convencional testadas aqui também tem um valor de R$ 3 reais a mais por saca", complementa Ivan Pagui, diretor técnico da Associação Brasileira de Produtores de GRÃOS Não Geneticamente Modificados (Abrange).
A Fundação Meridional trabalha com um grupo de 64 produtores de sementes nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Rondônia. A apresentação feita na Showtec faz parte do programa Soja Livre que conta com a parceria da própria Fundação Meridional, Embrapa, da Abrange e da Importação e Comércio Paraná (Imcopa).
- Informações sobre evento podem ser obtidas pelo site www.fundacaoms.org.br, pelo telefone (67) 3454-2631 ou pelo e-mail fundacaoms@fundacaoms.org.br
Fonte: FAMASUL, 26/01/2012.
3. 23 mil protestam na Alemanha contra modelo agroindustrial
Cerca de 23 mil pessoas participaram ontem (21) de uma grande marcha contra a política agrária da Alemanha e da Comunidade Europeia. Mesmo sob chuva e muito frio em Berlim, a manifestação conseguiu mandar um forte sinal de protesto às autoridades.
O protesto da capital alemã teve como lema "Basta. Agricultura Familiar em vez de Agroindústria!". A Ministra de Agricultura, Ilse Aigner, foi alvo das críticas. Dias antes, ela causou indignação entre muitos camponeses e consumidores ao dizer que a fome no mundo "só pode ser combatida pela intensificação da agricultura europeia".
Organizações de política de desenvolvimento e de camponeses afirmaram que é inaceitável usar a fome no mundo para defender a agricultura industrial. Eles defendem a agricultura familiar e em pequena escala como modelo sustentável para a produção de alimentos.
Também lembram que são os danos ecológicos causados pelo agronegócio que dificultam a segurança alimentar em muitos países. Presente na manifestação, King David Amoah, representante da redes camponesas em Gana e na África Ocidental, afirmou que a causa da fome não se deve à falta de alimentos, mas a falta de terra e meios de produção.
Os manifestantes na Alemanha também acusavam a exportação agrícola, por parte dos países industrializados, por dificultar o desenvolvimento de uma agricultura local em muitos países do sul. (pulsar)
Fonte: Pulsar Brasil, 23/01/2012.
A alternativa agroecológica
Novo artigo demonstra a efetividade da agricultura camponesa
Um novo artigo, publicado na Agronomy for Sustainable Development – Official journal of the Institut National de la Recherche Agronomique (INRA), demonstra a efetividade da agricultura camponesa e da perspectiva agroecológica para o enfrentamento das crises alimentar, energética e ambiental.
O texto valoriza resultados do Programa Contestado da AS-PTA na demonstração dos impactos positivos de processos da transição agroecológica sobre a resiliência e a produtividade de sistemas de produção de grãos alimentares no Sul do Brasil.
Miguel A. Altieri & Fernando R. Funes-Monzote & Paulo Petersen
Accepted: 21 November 2011
# INRA and Springer-Verlag, France 2011

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Campanha Brasil Ecológico, Livre de Transgênicos e Agrotóxicos

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