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quinta-feira, 24 de julho de 2025
Venenos Urbanos e Parkinson
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
sábado, 13 de junho de 2020
Panelas
O que mais influencia é se usa sal ou não durante a cocção. O sal é determinante pois o que interage conosco são íons e não metal inerte.
Para quem não esteja familiarizado com raciocínio químico, o que entra no sangue é o metal eletrificado. Metal sem carga elétrica é areia, inerte, sai como entra, sem reagir ou ser absorvido.
O que troca elétrons mais fácil em nosso contexto molecular é Hidrogênio, por isso a estabilidade do pH é essencial para a vida existir. Por isso também temos infinitas formas de manter estável o pH do sangue em exatamente 7,4.
O tubo digestivo tem variação de pH tremenda: na mucosa oral por volta de 7, no estômago 3, no duodeno 7. A condição ácida do estômago e a mudança abrupta para alcalina no duodeno facilita as quebras moleculares dos alimentos e a ionização necessária para os nutrientes serem absorvidos.
Mesmo assim não conseguimos quebrar celulose. Os ruminantes utilizam a biota diferenciada nos segmentos gástricos para quebrarem a celulose. Os roedores utilizam da coprofagia para aproveitarem o que a biota dos outros segmentos entéricos quebrou parcialmente para passarem novamente no ácido estomacal, conseguindo completar a quebra da celulose.
O elemento mais reativo que utilizamos na dieta é o sódio que manipulado industrialmente vem associado a diversos outros sais.
Quando extraído do mar sem processamento, somente desidratado também vem com diversos sais, porém em variedade e proporção mais harmônicas.
Em nenhum livro bíblico é citado sal como algo dietético.Na antiguidade era algo tão raro que em Roma foi usado como moeda, o salário.
Nossa sociedade atual é desequilibrada animicamente por hipernatremia extrema. Onde tem muito sal a vida é exígua.
A Homeopatia usa os piores venenos em polímeros virtuais construídos através da cristalização do dipolo álcool-água para induzir o corpo a reagir.
Observando as reações que o Natrium muriaticum causa podemos compreender melhor o que seja a intoxicação natriêmica que nossa sociedade apresenta atualmente, especialmente ansiedade, hipertensão e diabetes. Muitos autores abordam esta perversão da índole social hipernatriêmica.
http://luizmeira.com/dados/medical/natural/homeo/boerick/natm.htm
O Ferro utilizado em panelas é uma sopa de vários metais. Atualmente os catalizadores utilizados em fundição diversificam a oferta de metais tóxicos em proporções diminutas mas potencialmente tóxicos.
Assim entendo que aquecer alimentos associados com sal em panelas de ferro seja a forma mais tóxica de cocção.
No entanto desconheço pesquisas coerentes que demonstrem isso.
O cobre tal como o ferro também é uma liga, uma sopa de vários metais associados aos catalizadores tóxicos atuais.
Aqui temos condição proibitiva para patologias hepáticas sensíveis ao cobre tal como Doença de Wilson
Nesta referência podemos apreciar um pouco do metabolismo de um metal dentro do organismo:
http://rmmg.org/artigo/detalhes/1124
Vasilhas de alumínio são as mais estudadas neste aspecto e os resultados são claros quanto a dependência da quantidade de sal para ionizar o alumínio aquecido.
Outros fatores como a alcalinidade dos alimentos e o fato de serem panelas novas ou usadas tem sido mais estudados que o sal.
Nesta pesquisa o sal é referido:
http://www.usp.br/agen/repgs/2005/pags/287.htm
Quanto ao fato de observarem alumínio alto em necrópsias é reconhecido que produtos químicos industriais usados como medicamentos são aportes mais significativos que o alumínio de utensílios culinários.
Neste aspecto agrego observação pessoal não descrita na literatura: alumínio ionizado proveniente de veneno clandestino utilizado na conservação de diversos produtos agrícolas especialmente na região sudeste do Brasil.
Minha observação foi especificamente com o pinhão, coletado no chão, infectado por fungos e desinfectado na estocagem com alumínio que oferece "brilho" suficiente para simular estarem frescos.
Durante esta observação foi relatado o uso para todos os produtos estocados até a venda para os distribuidores.
Talvez por ser clandestino não aparece na literatura. No entanto são fartas as matérias mostrando o enorme contrabando de agrotóxicos desde há décadas.
Quanto ao inox algumas pesquisas demonstram transferências de íons semelhantes às panelas de alumínio.
O vidro é inerte, no entanto pouco amigável ao uso culinário.
É minha preferência para o aquecimento cotidiano de pratos congelados no microondas.
As panelas de pedra são as que mais me atraem, tanto pela inércia molecular como pela dinâmica de transferência e conservação do calor.
Entendo que o melhor seja uma panela usada exclusivamente para cada produto alimentício: uma para arroz, outra para feijão, outra para milho etc.
Chamo atenção para evitar sabões e óleos que impregnam nos poros da pedra e também nas de barro.
Quando a argila que também tem muito alumínio o problema gravíssimo é a tinta com chumbo que passam por dentro para deixarem escuras.
@Luiz quando usada apenas argila para a confecção da panela, pode ser a melhor opção de cozimento?
Sim, quis dizer isso de forma subliminar, pois a argila é muito mais amigável que a pedra, acessível e principalmente induz a aproximação com este material tão nobre na convivência harmônica.
A autonomia na produção dos utensílios, esquivando-se das relações comerciais e direcionando para interação anímica talvez seja uma das maiores preciosidades desta aproximação.
O uso terapêutico também fica mais disponível e intuitivo quando existe a produção doméstica de utensílios.
A plasticidade da argila também é fator de peso para afastar-nos dos plásticos petrolatos.
A fragilidade para quebrar e a facilidade de reposição facilita a aproximação de um conceito que não ousei propor até agora: quebrar as vasilhas de barro que tenham recebido produtos alergênicos, descritos na Torá como imundos.
https://bible.com/bible/1930/lev.11.33.NVT
Esta norma também facilita a aproximação de quão passageiro são os produtos materiais.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Sabão de Abacate
130 g óleo de coco
66 g soda cáustica
80g água
argila seca moída em pó
2 colheres de sopa cheias
Espera chegar a 60 graus mais ou menos (temperatura que a mão aguenta do lado de fora do recipiente, soda é cáustica!!).
Algum óleo essencial se quiser (coloquei pachouli).
Demora uns dias para endurecer.
Quando já puder tirar do molde, deixa secar em ambiente ventilado por 30 dias.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
2º país mais demente
Perdemos somente para a Turquia, em guerra civil com armas químicas.
Fico impressionado com a quantidade de clientes iniciando demência a partir da 3ª década de vida.
Excluindo a condição excepcional da Turquia, somos os mais dementes do planeta.
Associando à formação educacional entre as piores, deixamos um quadro social tenebroso para as próximas gerações.
O pior é que mesmo diagnosticados precocemente e dispondo de técnicas que revertem este quadro, estão cooptados por um rodamoinho social que os impossibilitam de sair deste sofrimento degradante.
Oxalá alguns escutem os arautos e descubram a trajetória centrífuga de mais esta arapuca de nossa sociedade desumana.
Luiz Meira.
Abaixo desfrutamos as considerações de
Mayala Thayrine de Jesus Santos Oliveira
Membro Efetivo da Academia Brasileira de Neurologia ⦁ Neurologista do Hospital Regional Costa do Cacau-Ba ⦁ Especializanda em Distúrbios Neuromusculares pela Escola Bahiana de Medicina de Saúde Pública-Ba ⦁ Residência Médica em Neurologia pelo Hospital São Rafael-Ba ⦁ Graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Santa Cruz-Ba.
A doença de Alzheimer e outras demências são um dos principais desafios globais de saúde, com 40-50 milhões de pessoas que vivem atualmente com esta condição. O cuidado a tais pacientes tem consequências amplas para as famílias, os sistemas de saúde e a sociedade como um todo.
Há evidências crescentes da existência de fatores de risco para demência, o que mostra que o estilo de vida e outras intervenções podem ser implementados de forma eficaz, contribuindo para retardar o início e reduzindo o número futuro de pessoas com demência.
GBD e transtornos mentais
A carga global de doenças, lesões e fatores de risco (GBD) é um estudo que utiliza um método sistemático para analisar perdas de saúde não fatais e para facilitar comparações entre países e doenças. Atualizações anuais de resultados quantificam mortalidade, prevalência, incidência e perdas de saúde não fatais para mais de 300 doenças e lesões por idade e sexo desde 1990 para 195 países e territórios e muitos locais subnacionais, como estados ou províncias. Além disso, o GBD avalia a força da evidência causal para os fatores de riscos relacionados às doenças avaliadas.
Dados globais e comparações entre países podem ajudar a compreensão atual de doenças complexas e multifatoriais como a demência. A capacidade do GBD para examinar padrões entre os países cria uma oportunidade única de identificar populações com diferentes tendências, que por sua vez poderia revelar riscos agrupados ou fatores ambientais, fornecendo evidências empíricas sobre fatores que afetam doenças neurodegenerativas.
Tais descobertas fornecem insights que podem complementar e ajudar a pesquisa, e também permitir estimativas do efeito futuro da demência esperadas pelo rápido envelhecimento das populações no mundo. Para facilitar a exploração adicional destes padrões, foi feita uma análise dos dados do GBD 2016 com o objetivo de articular os principais métodos, resultados e limitações relativos à estimativa de demência.
Resultados
Entre 1990 e 2016, o número de casos de demência aumentou em 117%, de 20,2 milhões em 1990 para 43,8 milhões em 2016, enquanto houve um aumento de apenas 1,7% na prevalência por idade padronizada, de 701 (602–815) por 100 mil habitantes em 1990, para 712 (614–828) por 100 mil habitantes em 2016.
A Turquia teve a maior prevalência padronizada (1192 casos por 100 mil habitantes), seguida do Brasil (1037, 882–1220). Nigéria (397, 335-462) e Gana (406, 342–483) tiveram estimativas de prevalência padronizadas por idade mais baixas.
O número de mortes por demência aumentou em 148% (140-157) entre 1990 e 2016. Globalmente em 2016, demência foi a quinta maior causa de morte (2,4 milhões de óbitos) após doença cardíaca isquêmica, doença pulmonar obstrutiva crônica, hemorragia intracerebral e acidente vascular cerebral isquêmico.
Em 2016, as mortes devido à demência foi responsável por 4,4% das mortes totais, mas 8,6% das mortes em indivíduos com mais de 70 anos, fazendo-a a segunda maior causa de morte neste grupo etário, após doença cardíaca isquêmica, além de ter se tornado a 23ª maior causa de redução da esperança de vida corrigida pela incapacidade em 2016 (41º em 1990). Em relação ao sexo, mais mulheres do que homens morreram de demência em 2016 e a prevalência também aumentou substancialmente com a idade em ambos os sexos, aproximadamente dobrando a cada cinco anos entre 50 e 80 anos.
Discussão
Estima-se que, em 2016, havia 27 milhões de mulheres e 16,8 milhões de homens com demência nos 195 países e territórios analisados, totalizando 43,8 milhões de indivíduos, valor próximo à estimativa do World Alzheimer Report para 2015 (46,8 milhões). A demência foi a quinta causa principal de morte em 2016 e a prevalência mais do que duplicou de 1990 a 2016, contrastando com mudanças relativamente pequenas na prevalência padronizada por idade e apontando para o crescimento e envelhecimento da população como os principais impulsionadores do aumento.
Além disso, a estimativa do GBD de dobrar o número de casos prevalentes e um aumento de 148% (140-157) nas mortes por demência no período de 26 anos, de 1990 a 2016, é da mesma ordem que o tempo de duplicação de 20 anos previamente relatados. No entanto, os estudos anteriores relataram resultados apenas em nível regional e não usaram dados entre regiões para gerar estimativas globais.
O aumento do número de casos de demência é de ainda maior importância, dado que atualmente não há cura ou tratamento modificador eficaz. De modo que um número crescente de casos representará um fardo indevido para os indivíduos acometidos, cuidadores e sistemas de cuidados de saúde em geral. No GBD 2016, apenas quatro fatores de risco foram considerados com evidência suficiente para uma associação causal com a doença de Alzheimer e outras demências:
IMC elevado,GJ alterada,tabagismo,alta ingestão de açúcar.
No GBD, o efeito da alta ingestão de bebidas açucaradas foi postulado como mediador por meio do IMC com base na literatura científica que associa o IMC com demência, mas bebidas açucaradas explicaram apenas uma fração insignificante da carga de demência atribuída a fatores de riscos modificáveis. Por outro lado, um relatório da Lancetsugeriu que fatores de risco modificáveis, incluindo perda auditiva, educação, tabagismo, depressão, inatividade física, isolamento social, diabetes e obesidade, poderiam representar até 35% dos casos de demência.
O momento ideal das intervenções e os esforços para prevenção concentrados especificamente em fatores de risco requer investigação adicional. O pródromo da doença é considerado longo, com evidências apontando para um período de 20 a 30 anos, mas potencialmente maior. A incapacidade de identificar os indivíduos com precisão no estágio prodrômico complica o estudo dos fatores de risco. Esforços para explorar o momento de atuação sobre os fatores de risco são ainda mais limitados pelo curto período de tempo dos estudos, bem como a incerteza sobre se as exposições são causas, se são espectadores de fatores altamente correlacionados, ou se são mesmo sintomas precoces da doença.
Por causa destas questões, não há até agora nenhum estilo de vida internacional oficial em diretrizes para prevenir a demência. Mas a atenção sobre os efeitos dos riscos de demência já está aumentando e a OMS criou um grupo encarregado do desenvolvimento de diretrizes de redução de risco.
Perspectivas
Em 2050, o número de pessoas com demência poderá ser em torno de 100 milhões. Enfrentar isso exigirá treinamento de profissionais de saúde, bem como planejamento e instalações projetadas para atender a um número crescente de indivíduos.
O custo dos cuidados também é elevado. Segundo estimativas recentes, nos EUA, o custo foi de US$ 818 milhões em 2015, um aumento de 35% em relação a 2010. Como se espera que o envelhecimento continue, a única maneira de reduzir a carga e os custos associados é identificar medidas preventivas ou de tratamento. Apesar do baixo retorno no investimento de pesquisa em demência no passado, o tamanho do ônus e sua tendência crescente garantem um esforço contínuo para encontrar meios efetivos de intervenção. Até tais avanços serem feitos, a demência constituirá um desafio crescente para os sistemas de cuidados de saúde mundialmente.
Embora houvesse um grande número de fontes de dados da Europa Ocidental, Ásia Oriental, Ásia-Pacífico de alta renda e América do Norte de alta renda, para 13 das 21 regiões, havia menos de cinco fontes de prevalência, além de uma grande quantidade de heterogeneidade nas formas em que a demência era diagnosticada dentro dos dados disponíveis. Das 237 fontes de dados disponíveis, 230 diferentes procedimentos de diagnóstico foram usados.
Um próximo passo potencial no GBD é considerar dividir demência em subtipos, pois estes podem ter diferentes características epidemiológicas e potencialmente diferentes estratégias de prevenção e tratamento. Uma primeira subdivisão poderia ser demência da doença de Alzheimer, demência vascular e tipos restantes. Os desafios da subdivisão incluem dados esparsos e a complicação de como lidar com tipos mistos de demência.
Uso de biomarcadores na classificação de demência e doença de Alzheimer pode ajudar a facilitar a subdivisão. Os dados sobre distribuições de severidade ao longo da idade dependem de poucas fontes de dados e também podem ser fortalecidas. Nós também visam expandir nossa cobertura de dados através do aumento do uso dedados de declarações e outros tipos de dados, incluindo dados do profissional, que foram usados para estimar prevalência de demência.
Conclusão
O monitoramento das tendências na demência é difícil por causa da extrema variação nas práticas de codificação de causas de morte e a grande heterogeneidade no diagnóstico. Embora diretrizes anteriores tenham sido desenvolvidas para sistematizar o relato de desordens, geralmente por causa dos desafios diagnósticos observados, as diretrizes específicas e os recursos devem ser direcionados para criação e implementação de métodos mais sistemáticos.
O estudo do GBD continuará atualizando suas estimativas para demência anualmente, e as estimativas podem se tornar mais robustas se os métodos de coleta de dados melhorarem. Além disso, como novos dados tornam-se disponíveis sobre fatores de risco para demência, eles podem ser incorporadas em futuras iterações do GBD.
Referências:
GBD 2016 Dementia Collaborators. Global, regional, and national burden of Alzheimer’s disease and other dementias, 1990–2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016. Lancet Neurol 2019; 18: 88–106. Published Online November 26, 2018 http://dx.doi.org/10.1016/ S1474-4422(18)30403-4.
domingo, 30 de dezembro de 2018
Anticoncepcional oral e leucemia nos filhos
Nas análises exploratórias, o risco de leucemia tornou-se não significativo quando o uso da contracepção hormonal terminou mais de 6 meses antes da concepção.
quarta-feira, 6 de junho de 2018
cuidados gerais
O chá de maracujá não funcionou, vou tentar a tintura de valeriana. Obrigado pelas orientações.
Não falamos sobre intoxicação ambiental doméstica, queria saber se tem alguma indicação para substituir o sabão líquido de lavar roupa, é se há contraindicação ao talco Granado na axila.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Sorbato de Potássio
O sorbato de potássio é um sal derivado do ácido sórbico, uma substância encontrada naturalmente em frutas como laranja, tangerina, limão, caju e maracujá. O produto é sintetizado por meio de processos como reação, descoloração e secagem.
A substância é utilizada pela indústria de alimentos como um conservante em produtos como pastéis, pizzas pré-assadas, molhos de tomate, pizzas congeladas, margarinas, queijos para espalhar, recheios, iogurtes, vinhos, produtos de panificação, vegetais enlatados, entre outros.
O sorbato de potássio é adotado por possuir ação antifúngica e antibacteriana. Ele possui caráter ácido e tem ação inibidora em relação a leveduras, bolores, algumas bactérias e uma parcela significativa de microrganismos patogênicos encontrados nos alimentos.
Ainda que seja considerado um conservante não tóxico, pesquisas já indicaram que ele podem sim apresentar efeitos tóxicos. O seu uso prolongado, principalmente se for em grandes doses, pode causar reações alérgicas com sintomas como coceira na boca, na garganta, nos olhos e na pele, congestão nasal, dor abdominal e nariz escorrendo. Obviamente, quem já sofre com hipersensibilidade à substância, deve manter-se longe de produtos que a tragam em sua composição.
Leia mais http://www.mundoboaforma.com.br/sorbato-de-potassio-faz-mal-para-que-serve/
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Sabão de Coco Pirambu
domingo, 6 de dezembro de 2015
Até Setembro com Paration
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Tylenol
08/12/2005 - 21h36
Médico explica os riscos do paracetamol e diz que não sabe por que remédio continua no mercado
Pesquisa divulgada pela revista científica New Scientist alerta sobre os riscos que o paracetamol traz para a saúde depois que foi divulgado que o analgésico se tornou a principal causa de insuficiência hepática nos Estados Unidos. O estudo mostra que a proporção de problemas no fígado causados pelo medicamento chegou a 51% do total em 2003. Em 1998, esta proporção era de 28%.
Os cientistas americanos responsáveis pelo estudo chegaram à conclusão de que 20 comprimidos de paracetamol por dia são suficientes para causar insuficiência hepática e levar à morte - a dose máxima recomendada é de oito.
Em entrevista, o toxicologista Anthony Wong, do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas, deu uma aula sobre o que se deve e o que não se deve fazer no uso do paracetamol, admitiu não saber por que o remédio ainda continua no mercado e explicou que a dosagem perigosa varia de pessoa para pessoa.
"A quantidade de comprimidos é altamente variável. Só aqui no Brasil tem comprimido de 750mg. Na Inglaterra só tem de 500mg e de 360mg. Nos Estados Unidos existem comprimidos de até 1g, mas isso ainda é muito restrito. Nos Estados Unidos, inclusive, já há restrições, com advertência de caixa preta, para que as pessoas não tomem paracetamol com bebida alcoólica. Se tomar mais de 3 doses de bebida alcoólica não pode tomar paracetamol."
Ainda sobre a dosagem, lembrou: "20 comprimidos é uma dose média, mas há pessoas que já tiveram falência hepática tomando 8 comprimidos de 500mg, que dá 4g. É importante salientar que a máxima diária são 4g de paracetamol, desde que não tenha álcool, problema hepático ou o paciente não esteja tomando um outro remédio."
Nada de paracetamol na ressaca
Ele contou que a velha prática de tomar um comprimido com paracetamol em dias de ressaca para combater a dor de cabeça deve ser completamente abolida da vida das pessoas. "É uma boa advertência para essa época de natal e ano novo. Não se pode tomar um porre e depois tomar paracetamol, pois pode causar lesão hepática fulminante mesmo em doses menores do que 20 comprimidos. Também não pode tomar aspirina, porque ela aumenta o sangramento gástrico."
Para Anthony Wong, a pesquisa vem numa boa hora. "É importante e muito bem-vindo o alerta, porque os americanos e principalmente os brasileiros tomam remédios como se fossem 'M&Ms'. Não pode." Ele contou que nos Estados Unidos, além da morte causada por falência hepática, o paracetamol é a principal causa de morte por intoxicação de todos os remédios que existem no país."
"Então por quer ainda está no mercado?", perguntou a jornalista. "Nos Estados Unidos tem um forte trabalho de marketing em cima do FDA. Já na Europa há muitas restrições. Na Inglaterra, por exemplo, só se pode comprar uma caixa por mês."
Segundo o médico, febre muito alta, jejum prolongado ou vômito prolongado em crianças ou adultos são muito perigosos. "Isso esfolia a pessoa de radicais que são necessários para neutralizar o paracetamol."
O efeito no fígado
Segundo o médico, o efeito do paracetamol no fígado é tardio. "Depois de 12 horas a pessoa começa a sentir náuseas. Depois de 24 horas começa a ter dor de cabeça muito forte por causa da lesão do fígado. E aí não adianta dar nada, porque o antídoto só funciona, na melhor das hipóteses, antes de 24 horas. Depois disso é muito tarde."
Ele contou que há 3 anos saiu na Pediatrics um estudo alertando para esse efeito, dizendo que uma criança que tomou paracetamol e está vomitando poderia estar com overdose de paracetamol. "E tanto é verdade que muitos centros já aplicam um antídoto quando uma criança que tomou paracetamol é atendida e a mãe não sabe dizer qual foi a dose. Depois fazem a dosagem. Se for baixa, suspendem o antídoto."
O paracetamol e a febre
Anthony Wong lembrou que vários antigripais contêm paracetamol. Lillian pediu para o médico citar alguns nomes-fantasia para que as pessoas pudessem saber de que remédio estão falando. Citou como alguns exemplos Tylenol, Naldecon, Cheracap, Cedrin e Dimetap. "Quase todos os antigripais têm paracetamol e muito facilmente causam overdose."
O especialista explicou que não se deve nunca começar um tratamento de gripe com aspirina. "Motivo: existe uma doença chamada Síndrome de Reye, que causa a destruição fulminante do fígado se a pessoa tomar aspirina e tiver propensão genética de destruição maciça no fígado." Ele contou que essa advertência sobre o uso da aspirina foi feita no fim da década de 70, começo da década de 80.
"Quando saiu essa advertência, a incidência de Reye nos Estados Unidos era mais ou menos de mil casos por ano. Praticamente 95% das pessoas morriam. No Brasil não era muito menor. Depois da advertência, o número de casos caiu para 25 ao ano. Isso demonstra que existe uma associação causal com uso da aspirina."
Alternativas
O médico deu algumas alternativas ao paracetamol. "Tenho uma certa preferência pela dipirona (novalgina), mas o ibuprofeno (advil para adulto e alivium para criança), que está entrando agora no mercado, é bastante seguro." Wong lembrou que nem a aspirina nem o paracetamol podem ser ingeridos em casos de dengue. O primeiro porque causa sangramento e o segundo porque ataca o fígado.
Sobre reação anafilática, Wong explicou que independe do medicamento. "Pode acontecer com qualquer remédio, desde dipirona, pinicilina (o mais comum de causar alergia), ácido acetilsalicílico, até picada de abelha. A dica é: evite ao máximo tomar remédio. Se precisar, tome com cautela, com cuidado, mesmo que seja a 1/10 de vez que estiver tomando aquele remédio."
O paracetamol e a estatina
A jornalista Lillian Witte Fibe perguntou a ele se é perigoso misturar o paracetamol com a estatina, que é usada para o controle do colesterol. "Ainda não foi demonstrada uma associação entre os dois. Parece que atuam em lugares diferentes dentro da célula hepática. Sabemos que alguns antibióticos, como a rifampicina, usada para tuberculose, e também alguns antibióticos da linha do cipro podem se associar ao paracetamol e provocar uma lesão de fígado."
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
NEUROtoxicidade!
USDA Claims Pesticide Residues in Food Is Safe—Here’s Why They’re Wrong
sábado, 13 de dezembro de 2014
Impactos dos Agrotóxicos na Saúde
domingo, 29 de junho de 2014
Contaminação da água por agrotóxicos
Conforme os autores, “o objetivo foi obter um diagnóstico mais próximo da realidade sobre a presença e contaminação do solo e da água para que sirva de alerta, e principalmente, de apoio às iniciativas direcionadas ao controle e uso racional dessas substâncias. A publicação também apresenta relatos de várias ocorrências nas cinco regiões brasileiras, com ênfase para as áreas rurais, em um cenário que, se ainda não é alarmante, remete à necessidade de reflexão e de tomada de atitude no sentido de evitar que se torne crítico”.
O panorama da contaminação ambiental por agrotóxicos e nitrato de origem agrícola no Brasil, entre 1992 a 2011, foi analisado pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Marco Gomes e Robson Barizon e disponibilizado para download em http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/987245/1/Doc98.pdf.
Conforme os autores, “o objetivo foi obter um diagnóstico mais próximo da realidade sobre a presença e contaminação do solo e da água para que sirva de alerta, e principalmente, de apoio às iniciativas direcionadas ao controle e uso racional dessas substâncias. A publicação também apresenta relatos de várias ocorrências nas cinco regiões brasileiras, com ênfase para as áreas rurais, em um cenário que, se ainda não é alarmante, remete à necessidade de reflexão e de tomada de atitude no sentido de evitar que se torne crítico”.
Região Sudeste
Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os que mais apresentam casos de ocorrência de organoclorados, embora proibidos há alguns anos no Brasil. No caso do estado de São Paulo, estudos em sedimentos de 11 córregos da região central identificaram a presença de 16 organoclorados.
Em relação ao estado de Minas Gerais, um estudo na cidade de Viçosa revelou a presença dos organoclorados BHC e DDT em sedimentos do Ribeirão São Bartolomeu, além da presença de Heptacloro epóxido, Endrin e DDT.
Estudo realizado no Parque Estadual Terras Alto Ribeira (Petar) localizado no Vale do Ribeira, analisou amostras de água, sedimento e peixe no período das chuvas em janeiro de 2000 e seus resultados indicaram que a fauna do Petar está exposta a diferentes agrotóxicos que se encontram dissolvidos na água ou presentes no sedimento, sendo que dos 20 detectados, sete foram considerados altamente tóxicos para peixes e outros organismos aquáticos.
No estado do Rio de Janeiro as atividades agrícolas estão concentradas na região serrana, com a presença constante de situações de risco de contaminação ambiental por agrotóxicos. Outro estudo detectou concentrações de agrotóxicos anticolinesterásicos em valores até oito vezes acima do limite permitido pela legislação brasileira em dois pontos de um importante curso hídrico regional.
Quando se trata de aquíferos menos profundos, a exemplo do Bauru, que é do tipo livre, onde a recarga é direta, os riscos de contaminação são elevados.
Região Sul
No estado do Rio Grande do Sul, estudos mostram a presença de glifosato em lavouras de arroz irrigado com água da Lagoa Mirim em concentrações acima do valor máximo permitido pela Agência de Proteção Ambiental Americana (USEPA). Outras regiões orizícolas também apresentam resíduos de agrotóxicos em seus mananciais e em todas verifica-se a presença de ao menos um agrotóxico ocorrente em águas subterrâneas. Nas regiões da Planície Costeira Interna à Laguna dos Patos e Santa Catarina pode-se averiguar que a totalidade das amostras monitoradas continha a presença de ao menos um agrotóxico; as regiões da Fronteira Oeste, Depressão Central e Planície Costeira Externa à Laguna dos Patos apresentaram 89% das amostras contaminadas e as regiões da Campanha e Sul do Rio Grande do Sul apresentaram 78 e 63%, respectivamente, das amostras contaminadas com, ao menos, um agrotóxico.
Regiões Norte e Nordeste
Na região amazônica, o comprometimento da qualidade da água, de uma forma global, está diretamente relacionado à possibilidade do avanço da agricultura com uso mais intensivo de agroquímicos, principalmente na cultura da soja.
Na região norte os riscos de contaminação da água subterrânea concentram-se, principalmente, na porção nordeste do Pará, onde a monocultura de soja avança sobre todos os tipos de solos. Este cenário coloca o Aquífero Itapecuru (livre), em situação de alerta, uma vez que as condições atuais de ocupação e manejo do solo indicam possíveis interferências. Ainda no estado do Pará, existe um cenário preocupante na região de Igarapé-Açu, especificamente na Bacia Hidrográfica do Igarapé Cumaru, onde se utiliza uma carga expressiva de agrotóxicos sem controle, vários deles com alto potencial de lixiviação e de transformação em compostos mais tóxicos do que as moléculas originais. Trabalhos na região de Igarapé-Açu, por exemplo, indicaram que o inseticida/acaricida dimetoato pode chegar ao lençol freático e comprometer a qualidade de água do aquífero freático do Grupo Barreiras.
Na região nordeste o cenário torna-se ainda mais crítico, principalmente devido aos sistemas de produção de frutas para exportação que engloba toda a região do Vale do Submédio Rio São Francisco. Outra região que merece atenção é a de ocorrência dos aquíferos Serra Grande (predominantemente confinado) e Poti-Piauí (livre). Na Bahia, o cenário mais crítico está relacionado ao Aquífero Urucuia, região oeste do Estado.
Região Centro-Oeste
Com relação às águas subterrâneas foram consideradas três áreas. A primeira delas refere-se às porções de recarga do Aquífero Guarani nas Nascentes do Araguaia. A segunda, localizada no estado do Mato Grosso, apresentou uma redução entre 40 e 50% dos teores de matéria orgânica dos solos cultivados em relação aos solos virgens, devido ao uso e manejo do solo ao longo de 12 anos nas nascentes do rio Paraguai (Alto Pantanal). Ao mesmo tempo, tais áreas foram submetidas a cultivos intensivos com exigências, tanto de adubos e fertilizantes, quanto de agrotóxicos. Além disso, esta região também apresenta risco às águas superficiais. Diferentes ingredientes ativos têm sido detectados em amostras da região nordeste da bacia.
A terceira região localiza-se na porção leste do estado de Mato Grosso, onde verificou-se o potencial de contaminação de águas superficiais e subterrâneas em uma área agrícola em Primavera do Leste. Estudos desenvolvidos em áreas sob cultivo intensivo de algodão, milho e soja indicaram a presença de alguns herbicidas na água subterrânea, normalmente usada para consumo humano.
“Assim, explicam os autores, verifica-se que resíduos de agrotóxicos e de nitratos são frequentemente detectados nesses escassos monitoramentos. Na maior parte dos casos relatados, as concentrações encontradas, seja no solo, água ou em organismos, normalmente estiveram abaixo dos valores críticos estabelecidos por agências ambientais da Europa e Estados Unidos. Entretanto, os resultados devem ser analisados com cautela, pois como já enfatizado, as informações disponíveis não permitem estabelecer um panorama assertivo a respeito da contaminação do solo e da água por agroquímicos.
Avanços
Avanços importantes no cenário regulatório ocorreram nesses 20 anos pós Rio+, com destaque para a publicação da Lei 9.974, de 2000, que estabeleceu diretrizes para o recolhimento das embalagens vazias de agrotóxicos e a promulgação do Decreto 4.074, de 2002, que regulamenta a Lei 7.802/89, importante documento jurídico que abordou temas relevantes relacionados à saúde humana e à proteção ambiental, com destaque para a criação do Sistema de Informação sobre Agrotóxicos (SIA), introdução dos produtos equivalentes, proibição de produtos sem antídotos, criação do Comitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos (CTA), além do estabelecimento da exigência legal visando a implementação da avaliação de risco destes compostos, tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente.
A avaliação do risco ambiental, utilizando modelos matemáticos, é de extrema importância, pois permite a avaliação de um conjunto de cenários que não seria possível por meio exclusivamente de monitoramentos.
Cristina Tordin
Jornalista, MTB 28499
terça-feira, 20 de maio de 2014
Estrogênios sintéticos
Lúcia Guimarães - O Estado de S.Paulo
Antigamente, quando ia visitar amigos no Brasil, toda vez que ia pegar um copo d'água, procurava a talha de barro com filtro de cerâmica instalada na parede. De uns anos para cá, minha busca vã é saudada com um sorriso tolerante. A água é mineral. "Numa garrafa plástica cheia de Bisfenol A", concluo, em silêncio.
Nossos novos hábitos de consumo são tipicamente ilustrados pelo abandono do filtro de cerâmica. O velho sistema de filtragem brasileiro foi considerado o mais eficiente do mundo numa pesquisa no ano passado. Mas o utensílio, além de não ter o design favorecido numa cozinha emergente, trai o fato de que a água jorrando das torneiras não é potável. Ou seja, é um sinal de atraso. Na verdade, a garrafa plástica que aumenta a poluição ambiental oferece, não só atraso cognitivo, como maior risco de câncer de mama e de próstata. O Bisfenol A imita o estrogênio, um hormônio que, em doses excessivas ou baixas demais, é responsável por uma lista de prejuízos à saúde, especialmente o desenvolvimento do cérebro e de órgãos no útero e no começo da infância.
Esta colunista faz tempestade num copo plástico de água, dirá o leitor. Mas, se ler a edição de março/abril da revista Mother Jones, ele pode também sair correndo atrás de um filtro de cerâmica. E jogar fora todos os vasilhames de plástico que tem na cozinha. E parar de comprar água mineral e refrigerantes em garrafas plásticas.
Explico: a repórter Mariah Blake publicou na Mother Jones uma longa reportagem sobre novos estudos que estendem a vários tipos de plásticos, não só os que contêm o Bisfenol A, os riscos à saúde. Um só estudo feito por um biólogo da Universidade do Texas examinou 455 tipos de plástico comercializados nos Estados Unidos e a maioria exibia "atividade de estrogênio".
Numa reação previsível na história industrial do último meio século, os empresários atingidos investem milhões no esforço de desacreditar os que acusam de alarmistas e sempre encontram o cientista disposto a conduzir um estudo que chegue à conclusão contrária.
As táticas do lobby do plástico, escreve Blake, são semelhantes às usadas pela indústria do fumo, a ponto de contratarem os mesmos cientistas. Afinal, um negócio anual de US$ 375 bilhões, só nos Estados Unidos, tem muito a perder.
Mas nosso cotidiano é cercado de plástico, dirá o leitor. Nosso cotidiano era cercado de tabaco, não era?
O Bisfenol A, ou BPA, explodiu na mídia americana como um vilão em 2008, em parte porque este policarbonato era usado nos plásticos de mamadeiras e chuquinhas. O Brasil baniu o uso do BPA nos produtos infantis, os Estados Unidos também, mas, no ano passado, a FDA, agência americana de controle de drogas e alimentos, declarou o BPA, em pequenas doses, seguro. Depois de ler a reportagem da Mother Jones, não fiquei mais tranquila. Para se ter uma ideia do que está em jogo para o lobby do plástico, foi a própria indústria que estimulou as grandes cadeias de lojas americanas a retirar os produtos infantis com BPA da prateleira, ciente de que o fluxo de más notícias não ia estancar.
E estavam certos. No ano que vem, a França vai proibir todos os plásticos com BPA. Na nossa economia globalizada, uma decisão como esta num país do tamanho da França afeta o comércio internacional, já que o BPA é amplamente usado em produtos como o forro plástico em latas de alimentos, sacos herméticos em que embalamos alimentos e nos filtros de PVC que usamos na cozinha. O problema não vai embora como a talha de barro. A China, que reciclava enorme quantidade de garrafas de plástico dos Estados Unidos, deixou de fazê-lo por causa do BPA.
Há cerca de mil estudos comprovando o dano do BPA à nossa saúde. Há um número muito menor de estudos milionários financiados pela indústria do plástico que concluíram o contrário. Como explicar? A repórter Blake aponta para uma figura curiosa que atende pelo nome de Charles River Sprague Dawley Rat. É um rato de laboratório que sofreu uma mutação genética responsável por sua tolerância, imaginem, ao estrogênio. De fato, este rato com nome comprido tolera a ingestão de cem vezes mais doses de estrogênio do que uma mulher. Como procurar o risco do BPA e pensar na prevenção do câncer de mama desta forma?
"Um veneno mata você", disse à Mother Jones, o professor de biologia Frederick von Saal. "Uma substância química como Bisfenol A reprograma sua células e vai causar a doença que vai matar seus netos."
Cada vez que sou obrigada a comprar uma garrafa de água mineral na rua, penso no tempo em que ela passou no sol ou num depósito em alta temperatura, condições ideais para aumentar a liberação do estrogênio, que vai, no futuro, adoecer meus netos. E penso, como era lindo o filtro de cerâmica.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Limpeza ecológica
Como limpar as nossas casas, manter aquele cheirinho agradável de limpeza sem agredir o ambiente e a nossa saúde?
- Álcool
- Vinagre branco
- Bicarbonato de sódio
- Sabão glicerinado em barra
- Detergente neutro
- Óleo de eucalipto e/ou de melaleuca
- Essências naturais para perfumar
Álcool
O álcool é o segundo solvente universal. O primeiro é a água, que não coloquei na lista de compras, mas obviamente não pode faltar para uma boa faxina! O álcool também dissolve muitas substâncias, facilitando a remoção da sujeira, e ainda tem um alto poder desinfectante.
Vinagre Branco
Bicarbonato de sódio
Sabão ou detergente neutros
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Aqui Luiz Meira
Depois de 20 anos procurando sabão encontrei o seguinte:
Os naturais variam de acordo com a experiência do produtor, sendo bastante oneroso quando de qualidade adequada como a Weleda.
Os industriais seguem a composição da moda, com estes principais contaminantes:
Glicerina, oriunda de suínos
Alvejantes óticos, fluorescentes.
Corantes, alergênicos.
Essências Naturais
Mais dicas preciosas!
- Use roupas e toalhas velhas como panos de limpeza. Meias sem par, por exemplo, dão ótimas luvas para tirar pó, e colocadas na ponta do cabo de vassoura removem teias de aranha daqueles cantinhos do teto.
- Abuse do poder do sol, calor e do tempo para limpar melhor e para tirar manchas das roupas. Deixando de molho por mais tempo, de preferência ao sol ou com água quente, você aumenta o poder de limpeza sem precisar de produtos mais fortes. Portanto, vale muito quarar as roupas ao sol, aproveitar o vapor depois do banho para limpar os azulejos, etc. (Pergunte para sua avó como se faz para quarar roupas. Ela vaiachar o máximo).
- Minha mãe sempre dizia que por mais produtos que tenha no mercado, nada substitui água, sabão e braço! Estamos acostumados a confiar em processos químicos fortes, enquanto que basta um pouco de boa vontade para esfregar e o resultado é bem melhor.
- Você encontra muitas outras dicas na net. Também encontra receitas de remoção de manchas e de produtos para sua faxina. Lá em casa imprimimos algumas das receitas e afixamos no verso da porta do armário: bem à mão para qualquer consulta. Aproveite para reutilizar recipientes e sprays para acondicionar os produtos feitos em casa e tornar sua limpeza ainda mais prática.
- Bata um papo com a sua faxineira. Elas são peça fundamental nessa mudança. Procure mostrar para elas o risco que elas correm quando usam produtos químicos muito forte e principalmente sem luvas.








